Deusa Inanna

Ishtar (Inanna)A deusa Ishtar ou Inanna, era a deidade feminina mais importante da antiga Mesopotâmia durante todos os períodos. Seu nome sumério Inanna é provavelmente uma derivação de Nin-ana, “Senhora do Paraíso”; isso também ocorre com Innin. O signo para o nome Inanna é encontrado nos textos mais antigos. Ishtar, seu nome acadiano, está relacionado ao deus do sul da Arábia (Athtar) e a deusa síria Astarte (biblíca-hebraica) com a qual ela era indubitavelmente conectada.
A principal tradição a respeito de Inanna a torna filha de An, e conectada com a cidade suméria de Uruk. De acordo com a tradição ela era filha da deusa da lua Nanna e irmã do deus do sol Utu. Ela também era considerada filha de Enlil e até mesmo de Enki em várias tradições. A irmã de Inanna era Ereshikigal, rainha do submundo, sua ministra era a deusa Ninshubur. Fato que em nenhuma tradição Inanna possuí um cônjuge homem permanente, ela é relacionada a deusa do amor sexual. Até Dumuzi, que é frequentemente descrito como seu “amante”, existe uma relação muito ambígua com ela, sendo ela responsável pela morte dele. Nenhuma criança era relacionada a ela (apenas uma possível exceção, Shara).
É provável que a deusa clássica Ishtar/Inanna, tenha sido sincretizada com diversas deusas de muito locais. A mais importante delas, certamente era Inanna de Uruk, onde seu principal santuário E-ana (Senhora do Paraíso) estava localizado. Mas outras formas das deusas eram reconhecidas e recebidas em cultos independentes: Inanna de Zabala (ao norte da Babilônia), Inanna da Acádia (especialmente adorada pelos reis da dinastia de Agade), Inanna de Kish; e, na Assíria, Ishtar de Nínive e Ishtar de Arbela.
Inanna era intimamente associada com a deusa Nanaya, com a qual foi associada em Uruk e Kish.
A “personalidade” de Ishtar/Inanna pode ser organizada em três partes. Um dos aspectos é o de deusa do amor e sexo, especialmente conectada ao sexo extraconjugal – de certo modo, sem pesquisas profundas, a despeito de observações de Heródoto sobre o assunto – e a prostituição. Inanna não era a deusa do casamento, e nem a deusa mãe. O então conhecido Sagrado Matrimonio, no qual ela é relacionada, é livre das conotações de moral implicadas pelos casamentos humanos. A sexta tabuleta babilônica do texto Epopeia de Gilgamesh, na qual Gilgamesh censura Ishtar por causa de seu comportamento com seus diversos amantes, e recusa-se em ser o último da lista, uma importante fonte desse aspecto de Ishtar, são os diversos poemas sumerianos sobre Inanna e seu amor por Dumuzi.
O segundo aspecto da personalidade de Ishtar é o de deusa guerreira que é associada a batalha, o qual é proverbialmente descrito como “playground de Ishtar”. Violenta e cobiçosa pelo poder, ela permanece ao lado dos reis que deseja favorecer enquanto batalha. No poema sumeriano, ela luta contra Mount Ebih. Suas jornadas para Eridu e o submundo são ambas descritas para ampliar seu poder. Especialmente, Ishtar de Arbela era a deusa da guerra para os assírios.
O terceiro aspecto de Ishtar, é sua manifestação como o planeta Vênus, a estrela da manhã e da tarde. ‘Eu sou Inanna do nascer do sol’, ela declara em ‘A descida de Inanna ao submundo’. Nesta forma, ela era as vezes conhecida como Ninsianna. Sua transformação nesse aspecto é celebrada em um poema provavelmente composto no Período Cassitas.
Outros mitos, relacionam Inanna a ‘Inanna e Bilulu’ (no qual Inanna é transformada na idosa Bilulu, por ser responsável pela morte de Dumuzi); ‘Inana e Shu-kale-tuda’ (relacionando ela ao jardineiro Shu-kale-tuda), e ‘Gilgamesh, Enkidu e o Mundo dos mortos’, na primeira parte do poema, Inanna transporta três arvores sagradas (halub) para Uruk, que mais tarde, de sua madeira, foram fabricados seu trono e cama.
Na arte, Inanna é geralmente representada como uma deusa guerreira, frequentemente alada, armada ao máximo, ou as vezes, cercada por uma nuvem de estrelas. Mesmo nesse aspecto, ela pode representar – por sua postura nas estatuas e pelo vestido que usa – seu papel de deusa do sexo e da prostituição. Na arte Neo-assíria e Neobabilônica, a mulher, apresenta nu frontal completo ou nu da cintura para baixo, ela possui asas e um veste um chapéu com chifres das divindades, provavelmente Ishtar representa mais especificamente seu aspecto sexual.
A forma bestial de Ishtar era uma leoa. Seu símbolo era uma estrela ou um disco estelar. Ela também foi simbolizada, por um tempo, como uma roseta.

por Patriciatarologasp

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