Artemísia

cujo nome é também Artemísia, nasceu um dia antes de seu irmão Apolo, e ainda recém nascida, Ártemis já ajudou sua mãe a dar á luz ao deus radioso do sol. Compadecida das dores de sua mãe, pediu ao seu pai que não a forçasse a casar, preferindo ir para os bosques, armada de arco e flecha, com a missão auto imposta de perseguir e matar as feras lá existentes.

Ártemis era a deusa da lua, considerada a grande dominadora da forma, dos dons da intuição, dos sentimentos e dos instintos da nutrição. A luz da lua ilumina e revela os esconderijos onde durante o dia as feras se abrigam, mostra aos caminhantes os perigos das estradas, projeta a claridade necessária para que as sombras amedrontadas se dispersem. Como a deusa lunar, distribui o orvalho das noites, que nutre a vida e ajuda a brotar as plantas.

Apesar de se conservar virgem, não era imune à paixão. Um dia flagrou a si mesma enamorada de um lindo jovem, Órion, que a fez pensar em se casar. Apolo, seu irmão enciumado com esse arrebatador sentimento da deusa para com o mancebo, resolveu interferir. Certa feita quando Órion nadava bem distante da margem e sua cabeça se parecia com um ponto escuro sobre as águas, Apolo desafiou a destreza de sua irmã e a induziu a acertar sua flecha no alvo escuro e longínquo. A deusa Luna, dessa forma inocente, matou o seu amado. Se apercebendo desesperada do feito, suplicou a Zeus e conseguiu que Órion fosse transformado em uma constelação.

Ártemis era rápida para socorrer e proteger os que precisavam de sua ajuda, como por exemplo Aretusa, uma bela jovem seguidora sua, que queria permanecer virgem como a deusa que adorava. Aretusa amava caçadas e as caminhadas nas florestas , até que um dia , cansada e com muito calor, foi banhar-se no riacho, quando Alfeu, o deus do rio, apaixonou-se pela jovem e passou a persegui-la. Tentou fugir do enamorado mas em vão, pois ele estava sempre em seu encalço. Ela não tendo como se livrar da perseguição incansável de Alfeu, pediu ajuda a Ártemis, que prontamente atendeu e a transformou em uma fonte.

Esta fabula grega tem um conjunto de mensagens muito utilizadas para decifrar ou representar comportamentos. A planta Artemísia tem nome de deusa e é a deusa das ervas pois tem os elementos ativos de mais de 200 outras plantas. É também é conhecida por muitos outros nomes.

Nome cientifico: artemísia vulgaris l. Família asteroceae, sinônimo botânico, artemísia verlotorum lamotte. Outros nomes: absinto, artemísia-comum, artemísia-verdadeira, artemija, aargemige, artmigio, erva-de-são-joão, cânfora de jardim, artemisia annua, artemisia camphorata, estragão, artemísia draculos, artemísia abrotanum, artemísia absinthium, artémisia romana, artemisia dos ervanários, artemigem-dos-jardins, camomila pequena, macela do reino, macela da serra, margaridinha, marcária, monsenhor-amarela, piretro-do-cáucaso,erva de são joão, flor-de-são-joão, isopo-santo, losna, losna-brava, erva dos vermes, gewohnlicher beifuss (alemão) hierba de san juan (espanhol) armoise (francês) mugwort(ingês, assenzio selvatico(italiano).

Constituintes quimicos: ácido antemico, ácido fórmico, ácido isobutirico, ácidoisovalérico, ácido málico, ácido succinico, ácido tânico, adenina, aldeído cuminico, aromadendrino, artemisina, artemose, borneol, cardineno, canfeno, cânfora, cimeno, cineol, colina, cumarina estigmosterol estragole, fechona, felandreno, fenol, fernerol,inositol, lamirina, limonen, linalol, pineno, principios amargos, quebrachitol, rutina, sabineno, sacarídeos, santonina, saponinas, sitosterol, taninos, tauremisina, terpineno, terpinoleno, terpineol, tujonaburitiraldeido, tuiona.

Propriedades medicinais: amarga, antianêmica, analgésica, antidiarríca, antiepliléptica, antiespasmódica, anti-hidrópica, antiinflamatória, antimalárica, antimicrobiana, antinevaálgica, ant-reumática, anti-séptica, calmante, carminativa, cicatrizante, depurativa, digestiva, emenogogo, estimulanta, estomáquica, eupéptica, febrifuga, hepática, inseticida, reguladora da menstruação, repelente, dedativa, tônica, vermifuga, afecções biliares e hepáticas, afecções gástricas (atonia, gastrite, hipocloridia, etc) afecções uterinas, amenorréia, anemia, anorexia, ansiedade, câimbra, cólica intestinal, cólicas intestinais, cólica menstrual, constipação, contusões, convulsão, coréia (dança-de-são-guido), corrimentos, debilidade, diarreia crônica, problemas digestivos, dismenorréia, enterides, epilepsia, espasmos brônquico, feridas, figado, fraqueza (do corpo, dos nervos e estômago) flatulência, gastrite, hidropsia, hipocloridria, hisdteria, icterícia, inapetência, intoxicações endógenas e exógenas, lombrigas, malária, mucosidade ,nevragia, nervosismo, melhora as contrações do parto, reumatismo, contaminação por salmonela, tosse, transtornos menstruais, vaginites.

Parte utilizada: folhas, sumidade florida, rizoma.

Contra indicações: não ingerir crua, mulheres grávidas ou que amamentam. Tóxica em dosagem acima do indicado. Efeitos colaterais: excitação do sistema nervoso central, vasodilatação, convulsões e reações alérgica, fica presente no leite da lactante. Pode causar também hepatonefites, concussões e problemas mentais e psíquicos.

Modo de usar para ingestão: convulsões: pó – misturar 20 gramas de pó de raiz seca, um pouco de açúcar, fazer de hora em hora, aumentando a dose ate 100 mg. Epilepsia: – pó misturar 150 mg de pó de raiz seca em 30 g de açúcar. Tomar 4 vezes ao dia. Combate a dor menstrual – infusão de 30 g de flores e folhas secas, em um litro de água fervente. Adoçar e beber em jejum 01 xicara pela manhã, nos 4 e 5 dias que antecede a menstruação. Menstruação difícil – beber 3 xícaras ao dia da infusão, acima descrita, durante o período menstrual. Menstruação dolorosa – dose máxima diária, 200ml. Infusão de 15 g de folhas e ou flores em um litro de água. Utilizar 2 a 4 xicaras por dia. Digestivo – infusão de 01 colher das de sopa em 01 litro de água quente. Cobrir e deixar macerar por 10 minutos. Tomar 01 xicara de chá após as refeições. Cólicas menstruais: infusão de 01 colher das de chá em folhas em 01 xicara de agua quente. Cobrir e deixar macerar por 05 minutos. Tomar 02 a 03 xícaras das de café ao dia tônico circulatório – decocção de 02 colheres de sopa de flores em meio litro de água. Ferver por 01 minuto. Deixar macerar por 15 minutos. Tomar 02 xicaras das de chá ao dia, ao levantar e ao deitar. Calmante e antiespasmódico, decocção de uma colher das de sopa de raízes em meio litro de água, ferver durante 15 minutos tomar meia xicara, 04 vezes ao dia. Dores em geral articulares, coluna, reumatismo, e problemas sobre a pele usar o óleo de Artemísia entre 3 e 5 vezes sem massagear só passar sobre a pele, em uma quantidade que se deixe uma camada superficial e associar com o uso do emplastro de gengibre, como repelente: colocar os ramos secos nos armários e estantes, como repelente de traças, e passar o óleo sobre a parte do corpo que se deseja evitar o contato com o inseto, até mesmo sobre as superfícies como mesas, para repelir moscas e mosquitos.

Cura pela natureza: é das verdes e sedosas folhas da losna que se extrai o óleo volátil que serve de base ao licor de absinto (bebida e que já foi proibida no Brasil e em alguns países por causa de suas características tóxicas e alta concentração de álcool em torno de 89% ). Mais esse licor, que alegrou a vida de Toulouse-Loautrec e outros pintores da belle époque, é conseguido através de um complicado processo químico. Mas fácil e saudável é esquecer a complicação e usar a amarga e eficaz losna na forma de simples chá e inofensiva tintura. Usada assim, ela acalma os nervos, protege o estômago e faz o fígado, funcionar melhor.

Cientificamente, ela é conhecida como artemisia absinthium, mas esse sonoro e complicado nome não atrapalha a popularidade da losna. Conhecida e apreciada por suas qualidades terapêuticas, a erva é tida como a grande protetora do aparelho digestivo. Usada em tintura ou chá, ela corrige a falta de apetite, protege os nervos, mantém o fígado funcionando bem e livra o estômago do excesso de gases causado pela digestão difícil.

por Patriciatarologasp

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