Deusa Sekhmet 

A Deusa Sekhmet, com cabeça de leoa era temível. Reinava sobre grupos de gênios emissários armados com instrumentos cortantes, que percorriam à terra trazendo consigo a doença, a fome, a morte, sobretudo durante os períodos delicados do calendário, nas épocas de transição em que o mal se precipita: a passagem de um ano para outro, o fim de uma década, o fim do mês e até o fim do dia e o início da noite. Para apaziguar o furor da Deusa, era preciso utilizar um amuleto ou uma estatueta que a representasse. A força maléfica transformava-se então em benéfica, o poder desembaraçava-se das suas escórias.

No último dia do ano a Deusa era invocada e palavras eram recitadas sobre um retalho de linho fino, no qual estavam desenhados os Deuses. O mago oferecia-lhes pão e cerveja, queimava incenso, fazia doze nós e colocava o tecido no pescoço de quem desejava ser protegido.

Sob o reinado de Amenófis III foram esculpidas muitas estátuas da Deusa Sekhmet. A Deusa é qualificada como “aquela cujo poder é tão grande quanto o infinito”. Os epítetos presentes nas estátuas formam uma litania gigantesca que evoca uma Sekhmet-chama que repele a serpente e combate os inimigos do faraó. Uma força como esta é difícil de se manipular, porque pode destruir o mundo. Mas é graças a ela que o faraó conserva sua vitalidade. Está vivo entre os vivos, na condição de que Sekhmet seja apaziguada e dominada. Eis o motivo por que as estátuas de Sekhmet protegiam o acesso aos lugares sagrados, proibindo aos seres impuros e incapazes a entrada nos templos.

O ano ritual era encarnada pela serpente “uraeus” que, para simbolizar a multiplicidade dos dias, se desdobrava em 365 serpentes dispostas em torno da coroa real. Há 365 estátuas de Sekhmet: em cada dia é necessário conquistar os favores da Deusa para que ela dispense uma energia positiva e proteja o faraó, o templo e até as moradias dos particulares.

Rá, deus do Sol e soberano do Egito, reinava em sua cidade Annu em um esplendido palácio a bordo de sua suntuosa barca. Mas os milênios foram passando e Rá envelheceu e seus súditos ao vê-lo observavam:
– “Vejam como nosso Rei envelheceu! Seus ossos são prata, sua carne ouro e seus cabelos de autêntico lápis-lazúli.”
Tal desrespeito indignou tanto o Rei, que um belo dia ele resolveu punir a humanidade. Convocou o “Concilio dos Deuses” para votarem e decidirem o que fazer.
Assim que o olho de Rá voltou-se contra os blasfemadores e eles fugiram, como previsto, para o deserto. Rá resolveu então chamar a Deusa Hator e a transformou em Sekhmet (A Poderosa), feroz Deusa da guerra com cabeça de leão, que partiu em busca dos fugitivos.
Sekhmet, ávida por sangue e fora de controle, promoveu tamanha carnificina que pôs em risco a continuidade da humanidade. Rá preocupado, sabia que deveria agir rápido para que tal desgraça não acontecesse. Enviou então, mensageiros a Elefantina para que colhessem uma enorme quantidade de uma espécie de grão vermelho, que foram acrescentados a sete mil jarras de cerveja, para que tivesse o aspecto de sangue humano. Tal mistura foi imediatamente despejada e espalhada nos campos onde a Deusa pretendia prosseguir com a matança.

Na manhã seguinte, quando ela apareceu e viu a inundação e seu belo rosto refletido no líquido, não resistiu, bebeu muito do estranho líquido e embriagada acabou dormindo.
Ao acordar, sua fúria havia passado e a terrível bebedora de sangue se transformara na gata Bastet, a bebedora de leite.
A Deusa Sekhmet, era portanto, uma Divindade de três rostos (Hathor-Sekhmet-Bastet) e era adorada sob o nome de “Deusa do Norte”, porque um de seus templos mais célebres, foi erguido no Norte do Egito. Era a Deusa do Sangue que presidia a guerra e a medicina. Alguns sacerdotes-médicos, reivindicavam o título de “Sacerdotes-de-Sekhmet-a-Leoa” e exerciam sua arte só no recinto do templo de Mênfis.

Sekhmet é uma divindade antiga cuja personalidade é difícil de captar, porque ela pode ser a Vaca cósmica (Hathor) que dá à luz ao Sol e também a Leoa (Sekhmet) e a Gata (Bastet). Em Bastet, por exemplo, o que predomina é a doçura.

ARCANO DO TARÔ: A FORÇA
Sekhmet
Não é através da força física que dominamos as circunstâncias da nossas vidas e nossos destinos, mas sim à firmeza interior. Esta lâmina, simbolizando a Deusa Sekhmet, simboliza o poder do espírito, a energia controlada, a firmeza de caráter e a força do amor e da alma. O pleno domínio destas forças fazem com que haja o domínio da violência, da agressividade e do instinto selvagem.

HORÓSCOPO EGÍPCIO
SEKHMET (16/03 ATÉ 15/04)

CONSTELAÇÃO ÁRIES
Sekhmet, considerada “o olho de Rá”, é a Deusa que representa a guerra e a força. Áries possui Marte como planeta regente, o deus da guerra romano.
Os nativos de Sekhmet têm consciência de seu enorme poder, da sua grande vitalidade e potência física. Exercem imenso magnetismo, possuem senso de organização, são aventureiros ou inovadores. Entretanto, as pessoas menos evoluídas nascidas sob a influência desta deusa podem ser violentos, precipitados e impulsivos. Também são pessoas de bem pouca paciência e não aceitam conselhos de forma passiva.
É aconselhável ter muito cuidado com o rigor dos excessos, pois impulsos descontrolados podem acabar destruindo tudo e todos a sua volta. O casamento para os filhos de Sekhmet podem levá-los à alcançar o equilíbrio. Nunca esqueça, que a energia e a força devem ser usadas para construir o bem comum!
RITUAL DE DANÇA COM SEKHMET

Procure um lugar onde você não possa ser interrompido e possa fazer barulho. Necessitará de um tambor, uma almofada ou um bastão. Você poderá sentar ou ficar deitado, o que achar melhor.
Sente-se ou deite-se confortavelmente. Respire e inspire bem devagar contando até oito por três vezes. Depois respire novamente e com os olhos fechados visualize uma bela praia .
Sinta o cheiro do mar, escute o barulho das ondas e então perceba-se nela. Sinta o calor do sol que brinca sobre sua pele e a brisa fresca do oceano que a massageia. Chame Sekhmet e peça-lhe que venha em seu auxilio para ajudá-la a lidar com sua raiva. Ela aparecerá e se sentará em frente a você.
Neste momento é hora de perguntar-se: “De que eu tenho raiva?”, e ouça a resposta. Sekhmet lhe dirá para você buscar sua raiva de modo tranqüilo e assegura que, se você chamar ela virá. Quando a encontrar, revivencie o incidente no qual você sentiu raiva, enquanto repete: “Estou com muita raiva”. Diga qual o motivo de sua raiva. Sekhmet testemunhará todo o acontecimento e dirá: “Eu ouvi, você está zangada”.
Ponha-se de pé em um lugar seguro da sua praia e continue repetindo: “Eu estou com muita raiva”. Se estiver com o tambor bata nele com força. Se preferir bater na almofada ou usar o bastão para bater em algo, faça-o. Sekhmet está testemunhando toda sua raiva e gostando de você por isso, pois a raiva é sua e você TEM O DIREITO DE SENTI-LA. Vá fundo na sua raiva até senti-la que ela aos poucos vai se amenizando e se transformando em outra coisa.
Para encerrar, respire fundo, inalando toda a energia que você criou e transformou. Você se sentirá energizado e revigorado e então agradeça a presença de Sekhmet. Ela lhe pedirá um presente, que você dá de coração e em seguida seguirá seu caminho.
Respire novamente profundamente e abra os olhos.
Seja bem-vinda!

PEDIDO DE PROTEÇÃO

Por vezes precisamos de uma proteção rápida, mas não temos oportunidade ou tempo para efetuar um ritual completo de banimento. Entretanto, se entoar esses cantos com suficiente convicção e emoção, atrairá imediatamente a atenção da Deusa Sekhmet e obterá assim o seu auxílio.
Apanhe qualquer talismã que esteja usando e entoe suavemente:
“Senhora do Leão, da Batalha e da Espada,

Sehkmet, terrível Deusa, estabeleça proteção ao meu redor.

Quebre as paredes que me confinam. Ajude-me a me livrar

Dos inimigos e obstáculos.

Grande Senhora, Ajude-me!”
Imagine Sekhmet, com sua cabeça de leoa, mostrando suas afiadas presas. Sinta-a de pé logo atrás de você, seus braços esticados para lhe proteger, suas unhas como presas prontas para rasgar seus inimigos.

“Leoa da destruição e vingança,

Meus inimigos me circundam, buscando minha queda.

Livra-me de sua influência. Conceda-me a liberdade.

Ó poderosa e Terrível, amada de Ptah,

Atenda a meu pedido por proteção”.

por Patriciatarologasp

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